Dias Felizes

Autor(es): Beckett, Samuel

Editora: Cosac Naify


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COLEÇÃO: Prosa do Mundo - TRADUÇÃO e PREFÁCIO: Andrade, Fábio de Souza - De 1945 a 1961, Beckett escreveu a trilogia narrativa que o transformou numa das maiores forças literárias de seu tempo - "Molloy" (1951), "Malone Morre" (1951) e "O Inominável" (1953) - e o trio de peças que o consagrou como um dos grandes renovadores da dramaturgia do século XX: "Esperando Godot" (1952), "Fim de Partida" (1957) e "Dias Felizes" (1961). Logo após o choque violento que as duplas dos protagonistas outsiders Estragon e Vladimir ("Esperando Godot") e Hamm e Clov ("Fim de Partida") causaram ao portentoso edifício das formas assumidas pelo teatro ocidental desde suas origens gregas, o autor iria detonar também os poucos escombros que haviam sobrado, concebendo "Dias Felizes", a história de uma vaidosa mulher de meia-idade - Winnie -, enterrada sob um sol a pino em uma colina seca (no primeiro ato, até a cintura; no segundo ato, até o pescoço), e de seu inerte marido, Willie. Nos dois atos da peça, Winnie nada mais faz do que se apegar a ritos cotidianos. Entre falas entrecortadas e vacilantes - nas quais se sobressai o bordão "Ah, aqueles dias felizes" (que Beckett tomou de um poema de Verlaine e de uma canção popular norte-americana) - faz passar o tempo, distraindo-se, assim, de sua tragicômica situação. A tradução, o texto de apresentação e as sugestões de leitura são de Fábio de Souza Andrade, professor e estudioso da obra de Beckett. O apêndice traz cartas que o irlandês trocou com Alan Schneider, diretor da montagem norte-americana, o depoimento da atriz e pesquisadora Martha Fehsenfeld, que acompanhou orientações do próprio Beckett na versão londrina de 1979, além de um conjunto de fotos das principais atrizes que interpretaram Winnie.  

ISBN: 978-85-7503-6945

Edição/Ano: 1ª edição, 2010

Paginas: 136

Encardenação: Brochura

Comprimento: 21,70 cm.

Largura: 14,50 cm.

Altura: 1,10 cm.

Com tradução do professor e ensaísta Fábio de Souza Andrade, especialista na literatura beckettiana, a edição de "Dias Felizes", de Samuel Beckett (1906-1989) conduz o leitor por uma versão em português realizada em consonância com as especificidades do texto original que, somada à apresentação do tradutor e ao apêndice, funciona como um guia para quem quiser se familiarizar com uma das prosas mais perturbadoras do século XX. A obra de Beckett é marcada pelo intenso anseio de silêncio e aniquilação. Para ele o mundo carece de sentido e toda expressão é fútil, não cabendo ao escritor outro papel que não seja o de expressar essas ideias. Escrevendo em inglês e em francês,– como garantia de que sua obra permanecesse em luta constante com o próprio espírito da língua –, o autor esvaziou o mundo da narrativa tradicional de seus elementos básicos, optando por criar histórias despojadas de enredo e brilho. Os principais temas dessas narrativas são os problemas da existência e da identidade do eu, o hábito e a rotina tomados como elementos corrosivos da era moderna, a natureza absolutamente ilusória dos contatos sociais e a trágica dificuldade do homem de tomar consciência de si mesmo diante da passagem do tempo.

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