A Linguagem da Encenação Teatral - 1880-1980

Autor(es): Roubine, Jean-Jacques

Editora: Zahar




Por: R$ 49,90

ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Antigo; Sem rasuras; Excelente. Cortes das páginas levemente amarelados, e capa, contracapa e lombada com leve desgaste de cor, devido à ação do tempo.

COLEÇÃO: Palco e Tela - TRADUÇÃO: Yan Michalski - A maior originalidade, e por conseguinte o maior interesse, deste livro está na metodologia adotada pelo autor. Em lugar de estudar separadamente o pensamento dos principais encenadores e teóricos da encenação, ele parte de uma divisão por setores da criação cênica: depois de definido, no capítulo inicial, o próprio âmbito da atuação do encenador, um extenso capítulo ocupa-se da evolução do status do texto dramático frente ao espetáculo, desde o tempo em que era considerado quase sinônimo e finalidade da criação teatral até os movimentos contemporâneos que o relegaram ao papel de inspirador e catalisador da linguagem cênica (ou mesmo, em casos mais radicais, chegaram a negar a necessidade da sua existência). Um processo de estudo semelhante é aplicado, com argúcia e lucidez, à evolução - para não dizer, com referência às experiências das últimas décadas, à explosão - do espaço cênico e, por extensão, da arquitetura teatral; da ambientação visual e sonora (cenografia, iluminação, figurinos, acessórios, sonoplastia, música) e do conceito de ator, passando do narcisismo do antigo 'monstro sagrado', ou da humildade do servidor submisso de um hipotético personagem, à missão, de intérprete de si mesmo, que tem prevalecido nas mais recentes formulações de vanguarda. Cada um desses aspectos é criteriosamente analisado pelo prisma dos mais destacados encenadores que com ele se preocuparam e que contribuíram, através de suas realizações cênicas ou dos seus escritos, para modificá-lo, enriquecê-lo, torná-lo mais condizente com a sensibilidade contemporânea. À primeira vista, a escolha desses encenadores, através de cujos trabalhos e de cujos olhos Roubine nos faz explorar o panorama do teatro moderno, parece talvez um pouco parcial, no sentido de muito concentrada nos expoentes do teatro francês. No decorrer da leitura damo-nos conta, porém, de que se trata apenas de uma decorrência natural da extraordinária (e hoje em dia muitas vezes injustamente esquecida) contribuição que realizadores e pensadores franceses - de Antoine a Vilar, passando por Copeau e Artaud, para citar apenas as presenças mais assíduas nas páginas do livro, e portanto mais valorizadas pelo autor - trouxeram para a progressiva renovação dos recursos e dos conceitos cênicos. Mas nem por isso ele deixa de aprofundar o papel desempenhado pelos dois grandes precursores dessa renovação, o suiço Appia e o inglês Gordon Craig; ou a fundamental contribuição dos russos Stanislavski e Meyerhold; ou as recentes inovações de um Grotowski, um Luca Ronconi, uma Ariane Mnouchkine, sem esquecer, é claro, a avassaladora repercussão de Brecht sobre o teatro ocidental nos últimos 50 anos.

ISBN: Não consta

Edição/Ano: 1ª edição, 1982

Paginas: 202

Encardenação: Brochura

Comprimento: 21,00 cm.

Largura: 14,00 cm.

Altura: 1,10 cm.

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