A Encenação Contemporânea: Origens, Tendências, Perspectivas

Autor(es): Pavis, Patrice

Editora: Perspectiva




Por: R$ 91,00

COLEÇÃO: Estudos - volume 279 - TRADUÇÃO: Nanci Fernandes - O que é a encenação? Qual o seu papel na constituição da obra teatral que chamamos de espetáculo? Ele é apenas o da explicitação e/ou harmonização dos elementos contidos na peça ou no que quer que seja que sirva de base a uma representação cênica? Um simples trabalho externo de correção ou de crítica do gesto, da voz, o entendimento, da incorporação ou interpretação do ator? Ou será tudo isso em conjunto, com uma função criativa e metodológica na composição síntese do encargo de cada um dos actantes que são postos em cena e que se integram segundo as concepções, o gosto, as tendências de quem exerce esta incumbência, isto é, o encenador? Em outros termos, será ele o autor de uma obra que recebe o nome de representação e/ou espetáculo de teatro? Em "A Encenação Contemporânea", um dos principais expoentes atuais da escola francesa de estudos da arte dramática, Patrice Pavis, reúne e focaliza, em todas as especificidades, as questões que englobam esse temário. Expondo cada um dos itens de forma objetiva e ao mesmo tempo crítica, desenvolve a sua análise a partir de um acompanhamento completo de evolução da mise en scène, seguida de uma sondagem até sua extensão extrema na leitura e na improvisação cênicas, o que lhe permite uma abordagem das apresentações encenadas e performáticas. Pontuando o espectro de sua inspeção nesse campo em geral e no espetáculo assistido em particular, mapeia as tendências da cenografia e as versões dadas à produção textual, sobretudo na França, o problema do ritual e da encenação no palco, bem como os cruzamentos entre ritual e encenação, antropologia e cultura, mídia e teatro no processo da construção, desconstrução e re-construção cênicas na modernidade e na chamada pós-modernidade, com sua repercussão no teatro do gesto e do ator e seus efeitos sobre a interpretação dos clássicos. Mas esta verdadeira suma das artes da direção teatral não se encerra na rica objetivação e definição conceitual, técnica e estética, pois Patrice Pavis conclui este amplo desenho com um balanço da encenação e uma indagação sobre o rumo que ela vai tomar no seu processo de existência e renovação como arte. (J. Guinsburg)

ISBN: 978-85-2730-8977

Edição/Ano: 1ª edição, 2013

Paginas: 464

Encardenação: Brochura

Comprimento: 22,50 cm.

Largura: 12,50 cm.

Altura: 2,50 cm.

SUMÁRIO

 

Agradecimentos . . . XIX

Prefácio . . . XXIII

DE ONDE VEM A ENCENAÇÃO?

 

1. ORIGEM E TEORIA . . . 1

   1 As Origens da Encenação: Marcos Históricos . . . 9

      1.1 Émile Zola . . . 9

      1.2 André Antoine . . . 10

      1.3 A Corrente Simbolista . . . 13

   2 Etapas da Evolução da Encenação . . . 15

      2.1 De 1887 a 1914 . . . 15

      2.2 Anos de 1900 a 1930 . . . 16

      2.3 Anos de 1910 a 1930 . . . 17

      2.4 Anos de 1920 a 1940 . . . 17

      2.5 Anos de 1930 e 1940 . . . 17

      2.6 Anos de 1945 a 1965 . . . 20

      2.7 A Ruptura de 1968 e a Reação Política dos Anos de 1970 . . . 20

      2.8 O "Tudo Cultural" dos Anos de 1980 . . . 21

      2.9 O Retorno do Texto e da Nova Dramaturgia, ao Longo dos Anos de 1990 . . . 21

 

2. NAS FRONTEIRAS DA ENCENAÇÃO . . . 25

   1 A Leitura Cênica . . . 25

   2 A Não-Encenação . . . 28

   3 A Encenação Improvisada . . . 37

 

3. ENCENAÇÃO, PERFORMANCE: QUAL É A DIFERENÇA? . . . 43

   1 Encenação e Performance: Uma Dupla Instável . . . 43

      1.1 Nos Anos de 1910 e 1920 . . . 46

      1.2 Nos Anos de 1920 e 1930 . . . 46

      1.3 Nos Anos de 1930 e 1940 . . . 47

      1.4 Os Anos de 1950 e 1960 . . . 47

      1.5 Os Anos de 1970 . . . 48

      1.6 A Partir dos Anos de 1980 . . . 52

   2 O Estado Atual da Dupla Performance/Encenação . . . 54

      2.1 A Constituição do Texto Contemporâneo . . . 55

      2.2 Da Autoridade à Alteridade . . . 57

      2.3 A Colocação no Corpo . . . 59

   3 Cinco Exemplos de Cooperação . . . 60

      3.1 Simon McBurney: Mnemonic (Mnemônico) . . . 60

      3.2 Peter Brook: Je prends ta main dans la mienne (Eu Seguro Tua Mão na Minha) . . . 62

      3.3 Declan Donnellan: A Noite de Reis . . . 63

      3.4 Jean Lambert-wild: Mue. Première mélopée (Muda. Primeira Melopeia) . . . 65

      3.5 Les Coréens (Os Coreanos) Encenado na Coreia . . . 70

   4 Conclusões: Performance Studies/Theatre Studies . . . 79

 

4. TENDÊNCIAS DA CENOGRAFIA NA FRANÇA . . 85

   1 Os Poderes da Ilusão Cênica . . . 88

   2 O Fantasma e o Real . . . 89

   3 Travessia da Imagem . . . 91

   4 Os Ecos do Espaço . . . 94

   5 A Migração dos Microespaços . . . 96

   6 O Silêncio do Espaço . . . 97

   7 Conclusões Gerais . . . 100

 

5. O “PÔR EM JOGO” TEXTOS CONTEMPORÂNEOS . . . 105

   1 Combat de nègre et de chiens (Combate de Negro e de Cães) . . . 108

   2 Papa doit manger (Papai Precisa Comer) . . . 110

   3 Le Bonheur du vent (A Felicidade do Vento) . . . 113

   4 À tous ceux qui… (A Todos Aqueles que…) . . . 117

   5 Hier, c’est mon anniversaire (Ontem é Meu Aniversário) . . . 123

   6 Les Baigneuses (As Banhistas) . . . 126

   7 Conclusões . . . 129

 

6. A ARMADILHA INTERCULTURAL: RITUALIDADE E ENCENAÇÃO NOS VÍDEOS DE GÓMEZ-PEÑA . . . 135

   1 Contexto Atual . . . 138

   2 Ritual? . . . 140

   3 Antropologia Invertida? . . . 143

   4 Um Corpo de Identidades Variáveis? . . . 145

   5 A Encenação como Teatralização de Rituais? . . . 148

 

7. O TEATRO EM OUTRA CULTURA: O EXEMPLO DA COREIA . . . 155

   1 Uma Temporada no Paraíso . . . 156

   2 O Teatro Coreano Visto de Longe . . . 162

      2.1 Para Onde Vai a Sociedade? . . . 162

      2.2 Para Onde Vai a Cultura? . . . 165

      2.3 Para Onde Vai a Encenação? . . . 168

      2.4 Entre a Encenação e a Performance . . . 169

 

8. AS MÍDIAS NO PALCO . . . 173

   1 Teatro e Mídias . . . 173

   2 Tecnologias/Mídias . . . 178

   3 As Outras Mídias na Representação . . . 179

   4 Marcos Históricos . . . 180

   5 Possibilidades do Vídeo no Palco . . . 182

   6 Efeitos das Mídias em Nossa Percepção . . . 183

   7 Propostas para Análise das Mídias na Encenação . . . 185

   8 Hipóteses Finais . . . 186

   9 Três Exemplos . . . 190

      9.1 Paradis (Paraíso), de Dominique Hervieu e José Montalvo . . . 190

      9.2 Cappuccetto rosso (Chapeuzinho Vermelho), de René Pollesch . . . 192

      9.3 Crime et châtiment (Crime e Castigo), de Frank Castorf . . . 197

   10 Conclusões Gerais . . . 199

 

9. A DESCONSTRUÇÃO DA ENCENAÇÃO PÓS-MODERNA . . . 203

   1 A Impossível Anulação do Palimpsesto . . . 206

   2 Desconstrução e Reconstrução da Tradição . . . 207

   3 A Indecidibilidade do Sentido . . . 208

   4 Crise da Representação e Coralidade . . . 211

   5 Elogio do Vazio e da Lentidão . . . 213

   6 Ritual Degradado da Repetição . . . 216

   7 Saída da Representação . . . 218

   8 Desconstruir a Representação . . . 220

      8.1 Escolha dramatúrgica . . . 220

      8.2 Reconstrução . . . 222

      8.3 Disseminação e Descentramento . . . 224

      8.4 O Grito do Silêncio, o Vazio do Coração . . . 225

      8.5 O Pós-modernismo, aliás, Nada . . . 227

   9 Conclusões: “Para Acabar com o Julgamento de Deus” (Artaud) e com a Desconstrução? . . . 227

 

10. O TEATRO DO GESTO E A DRAMATURGIA DO ATOR . . . 233

   1 Maio B., de Maguy Marin: Esse Outro que Me Toca . . . 235

   2 I tsi Bitsi: a Dramaturgia da Atriz . . . 238

   3 Le Chant perdu des petits riens (O Canto Perdido das Ninharias), de Claire Heggen e Yves Marc: a Delicada Arte do Contato . . . 243

   4 Les Étourdis (Os Aturdidos), La Cour des grands (O Tribunal dos Grandes), de Macha Makeïeff e Jérôme Deschamps: o Corpo Deslocado . . . 245

   5 Da body art de Antigamente às Identidades Múltiplas do Presente . . . 248

   6 Andrômaca à Flor da Pele: o Olhar e a Escuta de Michel Liard . . . 250

   7 White on White (Branco no Branco), de Guillermo Gómez-Peña: Escrever as Identidades . . . 254

   8 Os Efêmeros, do Soleil: a Invenção Coletiva . . . 256

   9 The Biography Remix (A Biografia Remixada), de Marina Abramovic: o Corpo entre a Performance e a Encenação . . . 263

 

11. ESPLENDORES E MISÉRIAS DA INTERPRETAÇÃO DOS CLÁSSICOS . . . 271

   1 O “Efeito Clássico” . . . 274

      2 Tipologia Difícil . . . 275

      2.1 A Reconstituição Arqueológica . . . 275

      2.2 A Historicização . . . 276

      2.3 A Recuperação do Texto . . . 277

      2.4 A Prática Significante . . . 278

      2.5 O Despedaçamento . . . 279

      2.6 O Retorno ao Mito . . . 280

      2.7 A Denegação . . . 281

   3 Fim da Radicalidade, Fascinação do Presente . . . 281

      3.1 O Ator . . . 282

      3.2 O Espectador . . . 283

      3.3 O Autor . . . 284

   4 Novas Formas para Velhos Problemas . . . 286

      4.1 A Reemergência do Corpo . . . 286

      4.2 A Reapropriação da Língua Clássica. . . 289

      4.3 A Reconstituição em Declamação Barroca . . . 290

      4.4 A “Recontextualização” da Encenação . . . 293

      4.5 Recontextualização Radical ou Pertinente? . . . 294

   5 Nova Relação com a Tradição . . . 295

   6 Operações nos Clássicos . . . 298

      6.1 Mudança de Tempo e de Lugar . . . 298

      6.2 Mudança da Fábula . . . 299

      6.3 Mudança da Intriga . . . 301

      6.4 Mudança da Textualidade . . . 301

      6.5 Mudança do Sistema de Personagens . . . 302

      6.6 Mudança das Convenções e da Figuração . . . 304

      6.7 Mudança de Paradigma: Da Performance para a Encenação . . . 304

      6.8 Mudança do Contexto Cultural . . . 305

   7 Alguns Signos do Tempo . . . 307

   8 Conclusões Gerais . . . 314

 

12. A ENCENAÇÃO NAS SUAS ÚLTIMAS TRINCHEIRAS . . . 319

   1 Harmonia: Les Bonnes (As Criadas) . . . 323

   2 Reconstrução: Black Battles with Dogs (Combate de Negro e de Cães) . . . 326

      2.1 Recontextualização/Concretização . . . 327

      2.2 Diferença de Estilos de Jogo de Atuação . . . 328

   3 Decantação: Rouge décanté (Vermelho Decantado) . . . 330

      3.1 Redução Cênica . . . 331

      3.2 Mídias Decantadas . . . 332

   4 Assemblage: Pluie d’été à Hiroshima (Chuva de Verão em Hiroshima) . . . 334

      4.1 Assemblage . . . 334

      4.2 A Encenação da Escritura . . . 336

      4.3 Experiência Sensorial . . . 339

   5 A Travessia das Aparências: Gens de Séoul (Gente de Seul) . . . 339

   6 Enquadramento: Cargo Sofia-Avignon (Cargueiro Sofia-Avignon) . . . 342

      6.1 O Teatro em Marcha . . . 343

      6.2 Os Limites do Teatro . . . 344

   7 Silêncio: Les Marchands (Os Negociantes) . . . 347

      7.1 O Som e a Imagem . . . 348

      7.2 A Encenação de Autor . . . 349

      7.3 A Tentação do Silêncio . . . 351

 

13. CAPÍTULO 13. CONCLUSÕES: PARA ONDE VAI A ENCENAÇÃO? . . . 355

   1 Um Percurso Sinuoso . . . 357

   2 Um Balanço Contrastado: Os Anos de 1990 . . . 359

      2.1 Fatores Sociológicos . . . 359

      2.2 Fatores Teatrais . . . 362

      2.3 As Doenças da Encenação . . . 363

   3 O Questionamento da Encenação e Suas Novas Funções . . . 367

   4 O Encenador e Seus Duplos . . . 371

      4.1 O Ator . . . 372

      4.2 O Autor . . . 372

      4.3 O Dramaturgo . . . 373

      4.4 O Diretor de Atores . . . 374

      4.5 O Esteta das Formas . . . 375

      4.6 O Músico Silencioso . . . 376

      4.7 O Coreógrafo do Silêncio . . . 377

      4.8 Nem Deus, nem Mestre, nem Medidor de Palco . . . 377

   5 Do Espectador à Assembleia Teatral . . . 379

      5.1 O Esgotamento da Teoria e do Espectador . . . 379

      5.2 A Reemergência do Público Afastado. . . . 380

      5.3 A Comunidade Desamparada e a Assembleia Desassembleiada . . . 381

   6 Da Fidelidade: Ou o Difícil Caminho da Dupla Texto/Representação . . . 382

      6.1 A Dupla Texto/Representação . . . 382

      6.2 Fidelidade Funesta? . . . 385

      6.3 Três Exemplos de Ressurgimento da Fidelidade . . . 386

      6.4 Relatividade Histórica do Dualismo . . . 390

      6.5 Confusão de Papéis . . . 392

      6.6 Quase-ilha? . . . 393

      6.7 Reconsideração da Dupla Texto/Representação . . . 394

   7 Para Onde Vamos? . . . 400

 

Bibliografia . . . 403

Glossário de Noções . . . 413

Índice de Nomes . . . 421

Índice de Noções . . . 429

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