O Teatro do Ornitorrinco

Autor(es): Tricerri, Christiane (ORGANIZAÇÃO)

Editora: Imprensa Oficial do Estado




Por: R$ 170,00

TEXTOS: Corrêa, Guy - A atriz e organizadora Christiane Tricerri diz que o intuito da obra é organizar toda a história teatral do grupo, e dar unidade e coerência àquilo que per si já nasceu sem essas características: "pois, como disse Woody Allen, o ornitorrinco é a prova de que Deus tem senso de humor, e no humor a lógica inexiste para dar lugar à imaginação, à transgressão e ao prazer." "O livro é a continuação da festa e da celebração que dão significado a toda a nossa obra", afirma. A arma perfeita, o grupo Ornitorrinco foi criado em abril de 1977 por Luiz Roberto Galízia, Cacá Rosset e Maria Alice Vergueiro e ganhou destaque pelas encenações provocantes, lúdicas e inovadoras, cheias de deboche e efeitos pirotécnicos. "Surgidos durante um regime nada favorável à livre expressão, donos de espontaneidade irreprimível e irreverência combinada com inteligência, seus integrantes souberam fazer uso do sarcasmo com maestria. Talvez por isso mesmo tenham provocado imediata identificação num público que via naquele palco eco e reflexo de um sentimento coletivo e, naquele contexto, a ironia parecia ser a arma perfeita", escreve o diretor-presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres, na apresentação do volume. Organizado cronologicamente ao sabor das montagens da trupe, muitas delas memoráveis, o livro tem um vasto material iconográfico que reúne fotos de cena, croquis de cenários e figurinos, reproduções de programas de espetáculo, cartazes e críticas das peças publicadas pela imprensa. O livro ainda recupera a memória de figuras importantes do grupo falecidas precocemente, como o ator e diretor Luiz Roberto Galízia (1952-1985) e o ator Chiquinho Brandão (1952-1991). 

ISBN: 978-85-7060-6808

Edição/Ano: 1ª edição, 2009

Paginas: 524

Encardenação: Capa Dura

Comprimento: 29,00 cm.

Largura: 29,50 cm.

Altura: 5,00 cm.

AE - Agencia Estado - 2011 - Do porão do Oficina com Strindberg e Brecht aos palcos de Nova York com Shakespeare. Ao completar 32 anos de existência, o Teatro do Ornitorrinco fundado em 1977 pelo trio Cacá Rosset, Luiz Roberto Galízia e Maria Alice Vergueiro tem sua trajetória revisitada numa publicação diferenciada da Imprensa Oficial: um livro de 524 páginas, em grande formato, com vasto material iconográfico e documental - fotos, programas de peças, reproduções de críticas e reportagens publicados na imprensa do Brasil e do exterior, desenhos de figurinos, croquis de cenografia e até ingressos e bilhetes escritos à mão pelo diretor Cacá Rosset. Organizado por uma de suas principais atrizes, Christiane Tricerri, fiel representante do espírito irreverente que sempre marcou o Ornitorrinco, o volume refaz cuidadosamente, passo a passo, os caminhos da trupe, por meio de depoimentos ao jornalista Guy Corrêa de dezenas de artistas ligados de forma perene ou transitória ao grupo, entre eles Cacá Rosset, Maria Alice Vergueiro, Christiane Tricerri, Rosi Campos, José Rubens Chachá, José de Anchieta, Eduardo Silva, Victor Nosek, Rubens Caribé, Tereza Freire e Mônica Monteiro. Sem contar perfis que vêm à tona de artistas precocemente mortos, como Luis Antônio Martinez Corrêa, Chiquinho Brandão e o fundador Galízia. O panorama dos palcos da época do surgimento da trupe, a década de 80, com seus experimentos formais; as primeiras experiências musicais no porão da trupe; o choque provocado por sua estética irreverente num período de abertura política bem mais lenta do que o desejado; os escândalos provocados pela nudez até no exterior; o processo democrático de criação - Cacá Rosset é descrito por todos como alguém capaz de estimular e absorver a criatividade de toda sua equipe - são aspectos abordados, entre muitos outros, em depoimentos que redesenham, cronologicamente, os 30 primeiros anos da história, ainda não encerrada, dessa companhia. Quem acompanhou o grupo, desde os cabarés brechtianos no porão do Oficina, passando pelo estrondoso sucesso que foi a montagem do "Ubu", de Jarry; "O Doente Imaginário", de Molière, ou o "Sonho de Uma Noite de Verão", que estreou em Nova York, até montagens mais recentes como "Scapino" e "O Marido Vai à Caça", certamente vai reviver emoções experimentadas na plateia - jamais passiva nos espetáculos dirigidos por Cacá Rosset e interpretados com grande ousadia por seus atores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. "Teatro do Ornitorrinco". Organização Christiane Tricerri. Imprensa Oficial. 524 págs. 

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