Le Jeu de L'amour et du Hasard

Autor(es): Marivaux

Editora: Larrouse




Por: R$ 9,90

Livro raro - ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Antigo; Rasura somente na folha de rosto, com nome, assinatura e data a caneta; Ruim. Edição em papel jornal, portanto com folhas e cortes das páginas amarelados, devido à ação do tempo. O exemplar encontra-se sem capa, contracapa e lombada, mas sem nenhuma folha faltando ou solta.

EDIÇÃO EM FRANCÊS -  Após apresentar, em 1720, sua tragédia “Annibal” no Teatro Francês, com somente quatro representações, Marivaux voltou ao Teatro Italiano com “Arlequin Poli par L’Amour”, e a partir deste momento, será neste palco que grande parte de sua obra será encenada. Estabelecidos na França de Henri III, expulsos em 1697, chamados de volta em 1716, os atores italianos - os Gelosi – ainda não haviam perdido sua popularidade junto ao público. Dos espetáculos improvisados e bufões que tinham apresentado anteriormente, sucederam-se obras mais literárias, peças de Regnard e Le Sage. Sob a direção de Riccoboni, eles se instalaram na rua Mauconseil, na antiga sala do Hôtel de Bourgogne, e obtiveram o título de atores ordinários do rei. O frescor de seus cenários, a tradicional criatividade de seus figurinos, e a graça de suas atitudes foram imortalizadas pelo talento de Watteau e pela arte de Lancret. Eles atraíam os jovens autores por seu generosidade e sua docilidade, tão opostas à arrogância e avareza dos atores franceses. E interpretavam com verve, compensando pelo talento com mímicas o que sua pronúncia estrangeira pudesse ter de defeituosa. Eles enriqueciam suas peças com espetáculos musicais coreográficos que contribuíam para criar a atmosfera e colocar a obra no âmbito artístico, fora da vida real: a música foi perdida, mas podemos ter uma ideia pelas melodias de Destouches e Monteclair gravadas para o fonógrafo na mesma época. Assim, pelo seu senso delicado de harmonia como pela graça dos seus gestos, os atores italianos eram capazes de sentir todas as sutilezas do teatro de Marivaux. Segundo a tradição italiana, cada ator fazia um conjunto específico de papéis da mesma categoria e ficava quase sempre com o mesmo figurino em seus diferentes personagens. Lelio, ‘primeiro amante’, que se chama Dorante em “Le Jeu de L’Amour et du Hasard”, é Louis-André Riccoboni (1674-1753), diretor da trupe, historiador do Teatro Italiano e autor de comédias. Mario, ‘segundo amante’, geralmente representado como invejoso, conserva aqui o seu nome; era provavelmente ainda em 1730 um certo Balletti. Arlequim, personagem de vestimenta de losangos multicoloridos, ao mesmo tempo inocente e malicioso, sendo desastrado e lançando zombarias, era capaz de encenar papéis diversos, mas conservava sempre seu caráter: Marivaux se divertia às vezes fazendo dele um príncipe, mas mais frequentemente um pajem. Era Thomasin que o fazia, ator excelente, bom dançarino e mímico de uma comicidade irresistível. Um quadro de Lancret, gravado por Marie, o registrou dançando com Silvia num cenário campestre. Enfim, o papel de Silvia era interpretado por aquela que todos os seus contemporâneos chamavam por esse nome, Zanetta Rosa Benozzi (1700-1758), morena dos olhos azuis e espirituais, “que não se podia dizer que era bela, mas que sem dúvida ninguém achava feia”. La Tour e Van Loo conservavam seu retrato. Era a atriz preferida de Marivaux, aquela para quem ele escrevia seus papéis, a única que era capaz de interpretar suas sutilezas, a quem o autor teve a gentileza de dar conselhos e ensinar-lhe a arte de sentir o encantamento de suas obras. Toda a França a admirava. “Silvia ainda é a melhor atriz do reino”, escrevia d’Argens a Frédéric II ainda em 1747. Para entender bem “Le Jeu de L’Amour et du Hasard” é preciso notar a liberdade que o escritor tinha na Comédia Italiana, as tradições cênicas que deixavam a imaginação do autor a vontade, e sobretudo, a habilidade incomparável de uma charmosa atriz “cujas características eram a ingenuidade e a graça, toda estudada”. “Le Jeu de L’Amour et du Hasard”, encenado em 23 de janeiro de 1730, substituindo no palco do Teatro Italiano a dez comédias de Marivaux. A peça teve catorze representações consecutivas, duas a menos que a estréia de “Surprise de L’Amour” e “Le Prince Travesti”. Era, no entanto, no século XVIII, um belo sucesso. Essa comédia foi encenada em Versalhes para a corte, em 28 de janeiro, e na cidade, em 4 de fevereiro, diante da duquesa do Maine. Como o sucesso não se esgotou, e o Teatro Italiano tinha desaparecido por volta de 1755 absorto pela Ópera Cômica, os atores franceses a colocaram em seu repertório em 1796. O nome Arlequim não podia ser mantido, pois nenhum ator queria rebaixar sua dignidade vestindo o traje desse personagem: substituiu-se a partir daí esse nome por Pasquin, mais adequado aos hábitos do Teatro Francês. Apesar desse retoque, muitas pessoas ficaram chocadas pela ousadia de colocar uma cena tão séria em uma obra tão leve: por isso ela não era encenada frequentemente, e por volta de 1800 o público parecia tê-la esquecido. Foi Mlle. de Mars que, na primeira metade do século XIX, resgatou o papel de Silvia, e a obra-prima de Marivaux do descrédito absoluto em que tinha caído.

ISBN: Não consta

Edição/Ano: 23ª edição, 1934

Paginas: 109

Encardenação: Brochura

Comprimento: 17,9 cm.

Largura: 11 cm.

Altura: 0,5 cm.

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