Fedra

Autor(es): Racine, Jean-Baptiste

Editora: L&PM


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TRADUÇÃO: Millôr Fernandes - "Fedra". Já se disse tudo sobre ela nestes últimos três séculos (e muito mais se dirá): é a tragédia erótica de uma família sexo-orientada. Fedra, esposa de Teseu, é irmã de Ariadne (a do labirinto) que já foi apaixonada por Teseu e, abandonada por este num rochedo (que maldade!), se casou com Baco (logo com quem!). Ambas, Fedra e Ariadne, são filhas de Pasifaé, aquela senhora que se apaixonou por um touro (ora, ora!) e mandou ver, dando à luz o Minotauro. Teseu, o marido de Fedra, antes de casar com esta, conquistou Antíope, rainha das Amazonas, além da já citada Ariadne, depois ganhou Helena – aquela mesma, de Tróia – no jogo e teve uma filha com ela. Alguns eruditos discordam dessa versão porque Helena tinha então apenas nove anos, mas se esquecem de que Helena era muito pós-helênica. Nesta tragédia, Fedra, filha do sol, é prisioneira das trevas de um amor absolutamente proibido – ama Hipólito, seu enteado –, foge da luz do dia e se debate entre a loucura, a exaltação, a inveja, o ódio, a autopunição e a vergonha pública. Mas, ao fim e ao cabo, penso que a história de "Fedra" é mais do que um amor tabu que luta contra a proibição moral e social. É a história paleontológica do próprio incesto, cuja explicação só encontro na origem da linguagem humana. Inventadas as palavras (entre elas pai, mãe, filho, filha, irmã) estava automaticamente inventado o incesto. E aqui começa esta tragédia.

ISBN: 978-85-2541-0924

Edição/Ano: 2ª edição, 2007

Paginas: 110

Encardenação: Brochura

Comprimento: 17,80 cm.

Largura: 10,70 cm.

Altura: 0,70 cm.

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