Amphitryon

Autor(es): Molière

Editora: Larousse




Por: R$ 19,90

Livro raro - ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Antigo; Rasura somente na folha de guarda, com nome a caneta na parte superior; Regular. Edição em papel jornal, portanto com folha de guarda, folha de rosto e corte das páginas com manchas amareladas, devido à ação do tempo. Capa, contracapa e lombada originais, também com manchas amareladas, devido à ação do tempo, e pequenos danos nas extremidades.

EDIÇÃO EM FRANCÊS - COLEÇÃO: Classiques Larousse - Não foi na corte, como poderíamos esperar, visto o gênero da peça, que Molière criou “Amphitryon”, mas em seu teatro, no dia 13 de janeiro de 1668, e foi somente no dia 16 que ele apresentou uma encenação ao rei nas Tuileries. A peça marcava uma retomada de atividades para Molière, que não havia produzido nada desde “Le Sicilien” (fevereiro de 1667). Ele já havia enfrentado muitas dificuldades: o fracasso de “Attila” de Corneille, a fuga de Duparc ao Hôtel de Bourgogne, uma doença que os médicos da época foram incapazes de curar, e sobretudo a revisão do processo do “Tartuffe” (proibido em 1664). Ano negro para ele: o Grand Condé garante todavia sua proteção, e a benevolência real não o abandona. Quando ele reabre seu teatro, no fim de setembro de 1667, ele apresenta “Le Misanthrope”, retoma diversos sucessos de seus contemporâneos, e é somente em janeiro de 1668 que ele cria uma nova obra de sua autoria encenando “Amphitryon”, com um sucesso brilhante ao qual não eram estranhas as "máquinas voadoras" das quais falaram os jornais e revistas da época. A distribuição dos papéis nas primeiras representações aconteceu de forma imperfeita, exceto pelo papel de Sósia, certamente assegurado a Molière. Em 1685, vemos Mlle. de Brie interpretar Alcmena e Mlle. Guérin (Armande Béjart, ex-Mlle Molière), Cléanthis: o que torna verossímil que elas tenham criado esses papéis. Mas não se sabe quem interpretava a Noite no prólogo: talvez Madeleine Béjart, apesar da idade. A mesma distribuição de 1685 dá Mercúrio à La Grange, que pode então ter criado o papel. Restam Anfitrião e Júpiter, que podem ser atribuídos a La Thorillière ou a Du Croisy. Tudo isso é apenas conjectura, pois não há garantias de que os atores tenham conservado por dez ou vinte anos os personagens que criaram. O sucesso da comédia se manteve, e até 1715 contamos, tanto na corte quanto na cidade, 363 representações. Grandes atores se aventuraram nesses papéis: Préville e Dugazon no século XVIII, Coquelin mais velho, Got, Mounet-Sully, Sarah Bernhardt no século XIX, até as perfeitas representações dadas em 1947-1948 pela Companhia Madeleine Renaud J-L. Barrault no teatro Marigny. Impressa em março de 1668, a peça de Molière foi imitada por Dryden (em 1690), que introduziu algumas novidades, “tirando as suavizações” e “reforçando o escândalo”; e Sedaine ousou "arranjar" as falas para fazer uma ópera (1786), que somente a música de Grétry salva. Dentre inúmeras traduções em diversas línguas, recomenda-se a alemã de H. von Kleist (1807).

ISBN: Não consta

Edição/Ano: 1ª edição, 1953

Paginas: 133

Encardenação: Brochura

Comprimento: 16,8 cm.

Largura: 11 cm.

Altura: 0,7 cm.

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